Casa Cor Campinas
“A chegada da Casa Cor a Campinas, cidade vizinha a Itatiba, onde fica o Spa Sete Voltas, e a nobreza de suas propostas, como a recuperação do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salin e as homenagens ao centenário do artista Roberto Burle Marx, me motivaram a prestigiar o evento com a instalação de um espaço desta empresa.
Consultas a especialistas levaram à contratação de uma engenheira florestal e arquiteta, além de uma equipe especializada, para a elaboração de um trabalho com o profissionalismo necessário.
Uma pesquisa sobre as propostas do evento nos levaram a planejar uma Oca Indígena no ambiente denominado “Spa Ecológico”, para colaborar com o clima de brasilidade da mostra.
Além de custo para a utilização do espaço, contratação dos profissionais, compra de materiais, mão de obra e despesas operacionais, decidi pagar pelo direito de divulgar a marca do spa no ambiente, por acreditar que as metas vão ao encontro de tudo que busca o Sete Voltas: harmonia, bem-estar, beleza e enlevação do espírito. Na hora de arregaçar as mangas e colocar essas ideias e ideais em prática, a paz e o sossego deram lugar ao estresse e à decepção.
As primeiras dificuldades foram de ordem operacional e estética. A Spa Ecológico foi totalmente obstruído pela construção de um muro no espaço vizinho, retirado após insistentes pedidos aos organizadores. A solução encontrada (cerca viva), no entanto, continuou inviabilizando a observação. Sem contar que o canteiro de obras do profissional ao lado impediu a entrada de meus funcionários no espaço. Trabalhadores estes que já estavam prejudicados pela falta de mínima infraestrutura, como fornecimento de eletricidade e água.
O mais grave: os profissionais envolvidos no trabalho conviveram até com a falta de condições sanitárias, pois o local sequer tinha um banheiro (eram obrigados a sair das dependências do parque). Como nem todos têm o pudor a educação para um convívio civilizado, era comum ver operários de outros espaços fazendo suas necessidades perto da Oca, sem o mínimo de cuidado de higiene. A improvisação de um banheiro, já no final dos trabalhos, causou ainda mais constrangimento. Foi instalado num porão, repleto de entulhos e sem uma pia para higienização das mãos, imprescindível num momento que a cidade de Campinas contabiliza algumas mortes ocasionadas pelo vírus Influenza A H1N1 (gripe suína). Outro problema grave: os carrapatos infestam o local, o que pode ser comprovado pela paisagista Claudia Casella, do ambiente Jardim da Capela, que encontrou três deles no corpo. A organização garante que as capivaras que habitam o local estão isoladas e que o perigo de contaminação por febre maculosa está afastado, mas quem se sente tranqüilo em relação a isso, diante de tanta precariedade. É público que Campinas registrou até óbito pela doença causada pelo carrapato estrela, espécie encontrada no parque.
À custa de muito sacrifício, os prazos foram cumpridos. Mas os prejuízos para o empreendimento foram inevitáveis. Para se ter uma idéia, a foto oficial do evento foi feita sem um teste prévio da iluminação, transtorno ocasionado pela falta de eletricidade no local, providenciada de última hora. Com o sacrifício para cumprir os prazos estipulados, era esperado que pelo neste momento houvesse retorno da organização (organização?). Por causa da impossibilidade de testes prévios, a engenheira e arquiteta responsável pela obra foi obrigada a se deslocar de São Paulo a Campinas para acompanhar a captação de imagens. Os horários estipulados, no entanto, não foram cumpridos. O atraso do fotógrafo ocasionou a perda do dia da profissional que assina o espaço e a perda de compromissos profissionais.
O descumprimento, por parte da organização, da obrigação de oferecer uma estrutura mínima impediu a implantação da Oca Indígena tal como foi concebida. Nossa equipe continua se empenhando para conseguir se adaptar à falta de planejamento, principalmente no que se diz respeito à inadequação com o ambiente vizinho. A vinculação no nome do Spa Sete Voltas, já escolhido pela Revista Quatro como o melhor do Brasil, a um local onde foi impedido de usar sua comprovada excelência traz prejuízos irreparáveis.
Ciente da história de sucesso da Casa Cor e o prestígio que desfruta entre profissionais de vários setores, aguardo um contato para os devidos esclarecimentos.”
Mirian Abicayr
Spa Sete Voltas
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Nota do blog
Por: Cláudia Casella
Queridos amigos e leitores,
Estou tendo inúmeros problemas por ter publicado essa carta.
Entre eles: Ameaças e ofensas da presidente da Casa Cor,(Silvia Quirós) que também me proibiu de pegar os convites para o coquetel, bem como proibiu a entrega dos aventais (uniformes)para minhas recepcionistas, entregues após inúmeras insistências.
Declaro que meu ambiente esta pago, foi concluído dentro do prazo determinado e fiz o melhor que pude.
“Todo homem tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser incomodado por suas opiniões e de procurar receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios de expressão, independente de fronteiras.”
(Da declaração Universal dos direitos humanos)




Realmente não foi fácil fazer essa mostra.
Sei que tudo que é pela primeira vez é mais complicado, mas………….passamos por maus pedaços para conseguirmos colocar nosso ambiete de pé, além dos banheiros, água como dito pela Mirian, temos apenas dois patrocinadores oficiais, Deca e Suvinil, e, arcar com todas as outras coisas necessária para mostra sem nenhum incentivo da organização, não é nada fácil.
Acho que os conceitos devem ser repensados pela organização, como mantermos nossos colaboradores, fornecedores e outros sem que possamos fazer nenhum tipo de divulgação?
A não ser a divulgação PAGA pode ser feita.
Dessa forma, será bem difícil conseguirmos novos patrocinadores, pois os mesmos não irão aparecer em lugar nenhum, e sem que isso aconteça, como conseguiremos novamente tal patrocínio????
Afinal, patrocínio oficial, pelo menos para mim, foi apenas os já mencionados acima.
Foram vários fatores que influenciaram na montagem do espaço, a começar pela locomoção dentro do local da mostra, descarregamento de materiais e mobiliário, dificuldades para chegar no espaço, falta de água potável para beber, energia elétrica provisória com muitas oscilações (queimaram mais de 25 lâmpadas).
A questão dos fornecedores é crucial. Só poderão aparecer os fornecedores que pagaram para sair na revista da mostra, os outros não poderão ter seus nomes divulgados. Todos sabemos o quanto é complicado conseguir um fornecedor, e para anunciar na revista o valor é alto e muitas vezes não são fechados os anúncios pois a grande maioria deles são empresas de pequeno porte, e um anúncio como este sairia completamente da realidade financeira da empresa.
Todo o trabalho de montagem dos ambientes foi muito cansativo pelos motivos acima e outros que nem vale a pena comentar, mas só quem está lá sabe o que passamos.
A mostra vai acontecer com toda a pompa que merece, afinal tem um nome a zelar, mas se não houver uma mudança radical de estrutura e organização, o interesse dos profissionais e fornecedores para as próximas poderá não acontecer.
Queridos amigos e leitores,
Estou tendo inúmeros problemas por ter publicado essa carta.
Entre eles: Ameaças e ofensas da presidente da Casa Cor,(Silvia Quirós) que também me proibiu de pegar os convites para o coquetel, bem como proibiu a entrega dos aventais para minhas recepcionistas, que foi entregue após inúmeras insistências.
Declaro que meu ambiente esta pago, foi concluído dentro do prazo determinado e fiz o melhor que pude.
“Todo homem tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser incomodado por suas opiniões e de procurar receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios de expressão, independente de fronteiras.”
(Da declaração Universal dos direitos humanos)
Quem te conhece e conhece seu trabalho, deve imaginar o quanto você está triste com essas injustiças.
É uma pena que exista pessoas assim, dentro de um evento tão grandioso, que leva o nome de pessoas tão capazes como o João Doria.
Não perdeu nada por não ter ido no coquetel…
Sentimos sua falta lá hoje!!!
Sua presença é muito importante para nós.
Achamos que isso tudo se resolverá da melhor maneira possível……conte sempre conosco!!!!
Traga-nos a sua alegria alto astral………
Beijos deste seu amigão…..
Obrigada, amore.
Mas diante de tudo que passei, não pretendo voltar mais a Casa Cor.
Participar dessa mostra, me trouxe danos irreparáveis.
PS. Obrigada a todos pelos comentarios e inúmeros e-mails.
Realmente você fez falta hoje.
É uma pena as coisas terem tomado este rumo.
Espero que as coisas se resolvam.
Bjks!!!
Claudia
Meu nome é Jorge, sou jornalista (com diploma) e estou indignado.
Você teve seus convites retidos por publicar essa carta?
Tomei a liberdade de enviar meu email para seu endereço.
Amore…..tenha certeza de uma coisa:
A SUA MELHOR MOSTRA ESTÁ DENTRO DO CORAÇÃO DOS SEUS AMIGOS A QUEM VOCÊ CATIVOU O MOSTROU O SEU MELHOR JARDIM
Beijos
Alguem poderia me informar onde encontro a relação dos profissionais/ambientes?
Tentei pelo site do evento, mas lá não tem essa informações.
A mostra já inaugurou?
Cara Claudia
Pois é, já dizia minha Vó Ude ! ” QUEM NÃO TEM COMPENTÊNCIA, NÃO SE ESTABELECE !”
Desculpe, mas você não precisa de “convites” para o coquetel. Seu profissionalismo e competência está acima disto. As dificuldades parece-me que não foram poucas, conforme pude acompanhar, mas ae é que está o “XIS” da questão: Com todas estas dificuldades, você e sua equipe, foram derrubando-as e mostraram o melhor, tenho certeza disto, pois ainda não ví.
Só se importam com críticas, quem varre somente onde o padre passa !(apud Vó Ude).
Isto que é o bom da vida, olhar pra traz e ver que o melhor foi feito e principalmente ter a consciência tranquila sobre o trabalho realizado.
Lembre-se daquela música: NÃO ESQUENTE A CABEÇA…. TOME MAIS UMA CERVEJA…. PRA VOCÊ SE ANIMAR !!!!!
Beijo do Ernestão e da Rê também.
Registro aqui minha solidariedade à Cláudia, e aproveito para informar que a mesma carta encontra-se publicada também em meu blog, assim como em outros blogs.
Devemos exigir que seja preservado nosso direito de expressão.
http://blogdaglaucia.wordpress.com/
Claudia, Guerreira!!!
Sua competencia e profissionalismo são a maior prova de que apesar de tudo você é uma profissional respeitada e muito querida por seus companheiros na Casa Cor.Continue levantando suas bandeiras!!!
Sucesso hoje e sempre!
Um beijão
Silvinha
Amore!!!!
Fiquei muito feliz por ver você lá.
Acho realmente que tem que ser assim, afinal, o espaço é seu e o parque é público.
Minha opinião em relação ao fato e solidariedade a paisagista Cláudia Casella, continua a mesma.
Continuarei lutando pelos meus direitos e também para a preservasão dos direitos dos expositores envolvidos na Casa Cor Campinas.
Claudia Querida
Acredito que as metas que vão ao encontro de tudo que busca um profissional como vc é harmonia, bem-estar, beleza e enlevação do espírito. Na hora de arregaçar as mangas e colocar suas ideias e ideais em prática, a paz e o sossego realmente deram lugar ao estresse e à decepção. Porem, sua competencia e profissionalismo passaram por cima das dificuldades e o resultato esta la pra todos verem….Seu trabalho é um grande sucesso.
Parabens a vc e a todos os GRANDES ARTISTAS que fazem o sucesso deste evento…..Pois o sucesso da CASA COR é resultado da competencia de pessoas como vc, como a Katia a Myrian e varios outros.
Estive com vcs desde o inicio e sei bem tudo que passamos la….Hj tenho não vejo a hora de terminar isso pra não ter mais que voltar la.
Estou ao seu lado. Um grande beijo Marcito
CLAUDIA,
NÃO CONHEÇO SEU TRABALHO PESSOALMENTE, MAS PELO BLOG DA PRA TER UMA EXCELENTE NOÇÃO!!!!!! REGISTRO AQUI A MINHA SOLIDARIEDADE A VC. FIQUEI INDIGNADA COM A POSTURA DA ORGANIZAÇÃO DA CASA COR CAMPINAS!!!!!!!NÓS PROFISSIONAIS NÃO PODEMOS NOS CALAR A ESSE TIPO DE SITUAÇÃO DEPLORAVEL QUE VC DESCREVEU NA CARTA! É UMA PENA QUE ISSO TENHA OCORRIDO DENTRO DE UM EVENTO TÃO GRANDE E ATÉ ENTÃO MUITISSIMO RESPEITADO! TORÇO PARA QUE TUDO SE RESOLVA E QUE VC BRILHE CADA VEZ MAIS NESSA PROFISSÃO TÃO LINDA QUE ABRAÇAMOS COM MUITO AMOR!
ABRAÇO,
DANIELLE DUARTE
Muito chato isso Claudia!
Muito chato todos esses acontecimentos e muito chato a represalia para com vc!
Espero que a situação melhore!
Beijo!
Uma experiência que tinha tudo para ser das mais agradáveis foi transformada em uma série de decepções que, infelizmente, vão deixar manchas em uma parceria que deveria ser festejada por ambas as partes.
O Spa do Ecologista, espaço do Spa Sete Voltas na primeira mostra campineira da Casa Cor, transformou-se num grande sucesso de público e não para de receber elogios das pessoas que passam pelo Parque Ecológico de Campinas.
O resultado positivo não ocorre por acaso. Foi conquistado graças ao profissionalismo dos envolvidos, que souberam driblar todas as adversidades para levar adiante um projeto que nasceu, antes de tudo, do respeito entre todos que nele trabalharam.
Diante das adversidades, os envolvidos na concepção e elaboração do espaço se desdobraram para driblar as dificuldades e cada um dos profissionais se empenhou em dar suporte para que os demais pudessem levar adiante sua empreitada.
O esforço e a dedicação, no entanto, não encontram eco na organização do evento. Nos bastidores, o que se percebe é um grande número de profissionais que também se sentiram sem o respaldo necessário para a realização da mostra.
A falta de empenho da organização pode ser observada após nossos contatos para tornar a direção da Casa Cor ciente dos contratempos. Como retorno, apenas respostas evasivas, sem nada de prático que pudesse colocar um fim à insatisfação.
A Casa Cor Campinas segue adiante graças à dedicação de seus parceiros. O público, na sua grande maioria, ignora as barreiras superadas por arquitetos, decoradores e paisagistas.
Mas a organização do evento esquece que, ao ignorar as reclamações justas, dá margens para que a insatisfação cresça entre aqueles que se sentiram prejudicados. O que dizer para as inúmeras pessoas que procuram informações sobre a Casa Cor?
É preciso ressaltar que houve empenho de nossa parte para tentar resolver todas as questões levantadas anteriormente. Também é necessário lembrar que houve boa vontade para tentar, no mínimo, entender a razão das falhas verificadas.
É nessa hora, mais uma vez, que percebemos que a organização da Casa Cor Campinas não demonstrou a maturidade necessária para discutir o assunto e resolvê-lo.
A mesma ausência sentida no canteiro de obras é percebida agora. É lamentável que pessoas envolvidas num projeto dessa magnitude não tenham a percepção de coisas básicas. Ao virar as costas para seus parceiros, a organização apenas consolida sua imagem de fragilidade, totalmente contrária àquela que tínhamos até então da Casa Cor.